Tornozeleira Eletrônica Descarregou ou Disparou o Alarme: O Que Fazer Agora? (Passo a Passo)

FALAR NO WHATSAPP PLANTÃO 24HAtendimento humano · sigilo profissionalLigar agora(31) 98942-0094
Prefere escrever? Conte seu caso na Central do Caso

O QUE FAZER IMEDIATAMENTE

Não entre em pânico e não tente desligar, cobrir ou remover o equipamento. Ligue agora para a Central de Monitoramento Eletrônico, registre o protocolo do atendimento e acione um advogado criminalista antes de qualquer audiência de justificação.

⏰ ATENÇÃO: Muitos juízos determinam a recaptura preventiva assim que recebem o alerta de violação — quanto antes a defesa técnica atuar, mais cedo é possível avaliar a situação e as medidas cabíveis antes que a prisão se concretize.
Dr. Lucas Renan Semim

Dr. Lucas Renan Semim

OAB/MG 222.539 • Plantão criminal 24h em Sabará e Belo Horizonte

“Defendo pessoas, não processos.”

PRIMEIRO PASSO: O QUE ACONTECEU COM O EQUIPAMENTO?

BATERIA DESCARREGOU OU PERDEU SINAL

O equipamento parou de transmitir por falha técnica, queda de bateria ou instabilidade de sinal, sem qualquer ação sua para removê-lo.

ALARME DISPAROU OU O CINTO ROMPEU

O dispositivo emitiu alarme sonoro ou indicou violação/rompimento do cinto — situação tratada com mais rigor pelo juízo da execução.

5 PASSOS FUNDAMENTAIS NOS PRIMEIROS MINUTOS

1

Não tente esconder ou desligar o equipamento

Remover, cobrir com papel alumínio ou desligar a tornozeleira manualmente costuma ser interpretado como tentativa de burlar a fiscalização e pode, isso sim, configurar falta grave por violação dolosa.

2

Ligue imediatamente para a Central de Monitoramento

Registre a ocorrência assim que perceber o problema, anote o número de protocolo, o horário e o nome do atendente — esse registro é a principal prova de que você agiu de boa-fé.

3

Busque a recarga ou assistência técnica o mais rápido possível

Se o problema for bateria fraca, recarregue imediatamente seguindo as instruções do equipamento; se for falha técnica, solicite a substituição ou o reparo junto à empresa responsável.

4

Guarde todos os comprovantes do ocorrido

Prints de tela, protocolos de atendimento, mensagens trocadas e até fotos do equipamento são fundamentais para comprovar a ausência de dolo na eventual audiência de justificação.

5

Acione a defesa técnica antes de qualquer audiência de justificação

O advogado criminalista prepara a manifestação escrita e a sustentação oral para demonstrar que não houve violação intencional da medida, evitando a regressão de regime ou a decretação de prisão.

Como funciona o atendimento
  1. Você chama

    Conte em poucas linhas o que aconteceu, por WhatsApp ou ligação. Se tiver, envie foto dos documentos que recebeu (intimação, mandado, boletim de ocorrência ou decisão).

  2. O Dr. Lucas analisa e orienta

    Antes de falar ou assinar qualquer coisa, você recebe a primeira orientação sobre o que fazer e o que evitar.

  3. A defesa entra em ação

    Acompanhamento na delegacia, na audiência ou no processo, conforme o seu caso e a urgência.

O que você pode esperar da defesa
Conheça o Dr. Lucas

TORNOZELEIRA SEM BATERIA OU SEM SINAL: É FALTA GRAVE AUTOMÁTICA?

A monitoração eletrônica é regulada pela Lei 12.258/2010 e pelos artigos 146-B a 146-D da Lei de Execução Penal. Quando o sistema aponta bateria descarregada, perda de sinal ou falha de comunicação, a Central de Monitoramento normalmente registra um alerta técnico e comunica o juízo da execução — mas isso, isoladamente, não equivale a uma condenação por falta grave.

A falta grave por violação da monitoração eletrônica (art. 50, VI, da Lei de Execução Penal) depende da comprovação de dolo, ou seja, de que houve intenção de burlar a fiscalização, ou de negligência grave e reiterada do monitorado. Uma queda de bateria por falha do próprio equipamento, ou uma instabilidade de sinal em área de baixa cobertura, é uma situação tecnicamente diferente de quem retira o dispositivo deliberadamente. Avaliar essa diferença com base em provas concretas é o núcleo da estratégia de defesa em execução penal.

ALARME DISPAROU OU O CINTO ARREBENTOU: O QUE ISSO SIGNIFICA?

Quando o equipamento emite alarme de rompimento do cinto ou aponta violação física, a leitura do sistema costuma ser mais grave, e é comum que o juízo determine a recaptura preventiva do monitorado até que os fatos sejam esclarecidos em audiência. Mesmo nesses casos, porém, há situações — como desgaste natural do material, reação alérgica que obrigou o afrouxamento do cinto ou defeito de fabricação — em que a violação não decorreu de conduta intencional, conforme já discutido em nossa análise sobre tornozeleira descarregada, falta grave e regressão para o regime fechado.

A urgência aqui é dupla: técnica e jurídica. Além de resolver o problema com o equipamento, é preciso agir rápido para evitar que a recaptura se transforme em uma nova prisão de longa duração, como mostra o caso analisado em tornozeleira eletrônica descarregada e o risco de nova prisão.

ERROS QUE PODEM TRANSFORMAR UM PROBLEMA TÉCNICO EM FALTA GRAVE:

1. Desligar, remover ou tentar cobrir o equipamento para "resolver" o alarme sozinho.

2. Não registrar protocolo junto à Central de Monitoramento e simplesmente esperar o problema se resolver.

3. Comparecer à audiência de justificação sem provas técnicas e sem acompanhamento de advogado.

AUDIÊNCIA DE JUSTIFICAÇÃO E O PAPEL DA DEFESA TÉCNICA

Notificado o suposto descumprimento, o juízo da execução penal costuma designar uma audiência de justificação para ouvir o monitorado antes de decidir sobre a falta grave. É nesse momento que a defesa apresenta o protocolo da central, laudos técnicos e demais provas reunidas desde o primeiro instante, buscando afastar a regressão de regime e preservar benefícios como progressão, saída temporária e remição, temas tratados com mais profundidade em nosso guia sobre benefícios da execução penal.

Este conteúdo tem caráter meramente informativo e educativo, não constitui consulta jurídica, nem promessa ou garantia de resultado, em conformidade com o Código de Ética da OAB e o Provimento 205/2021. Cada caso deve ser analisado individualmente por um advogado, considerando suas particularidades.

Isso está acontecendo com você ou com sua família?

PERGUNTAS FREQUENTES SOBRE TORNOZELEIRA ELETRÔNICA

Não automaticamente. A jurisprudência do STJ entende que a falta grave por violação da monitoração eletrônica (art. 50, VI, da Lei de Execução Penal) exige a demonstração de dolo ou, ao menos, negligência grave do monitorado. Uma bateria que descarrega por falha técnica do equipamento ou por perda involuntária de sinal, sem qualquer conduta intencional de burlar a fiscalização, não deveria, por si só, gerar a decretação de falta grave.

Ligue imediatamente para a Central de Monitoramento Eletrônico e anote o número de protocolo do atendimento, o horário exato e o nome de quem te atendeu. Em seguida, procure o ponto de recarga ou a assistência técnica mais próxima e, ao mesmo tempo, acione seu advogado para já preparar a justificativa formal a ser apresentada ao juízo da execução penal.

Uma interrupção breve e isolada de sinal, por si só, normalmente não é suficiente para justificar a regressão de regime ou a decretação de prisão. Mas, na prática, muitos juízos determinam a recaptura preventiva até a realização da audiência de justificação, o que torna essencial reunir provas técnicas (protocolo da central, extrato de bateria, laudo do equipamento) o quanto antes.

O ideal é fazer os dois contatos quase ao mesmo tempo. A central de monitoramento registra oficialmente a ocorrência e gera o protocolo que comprova que você não ficou inerte diante do problema. Já o advogado orienta sobre o que dizer (e o que não dizer) nesse contato, e já começa a preparar a defesa técnica para a eventual audiência de justificação.

Nessa audiência, o juiz vai ouvir sua versão sobre o suposto descumprimento e decidir se houve, ou não, falta grave. É o momento em que a defesa apresenta os protocolos da central de monitoramento, laudos técnicos e outras provas para demonstrar que não houve dolo. Comparecer sem preparo técnico ou tentar explicar sozinho aumenta muito o risco de regressão de regime ou perda de benefícios como a progressão e a saída temporária.

Plantão criminal 24h

Você não precisa enfrentar isso sozinho

Cada decisão tomada hoje pesa no processo. Fale com o Dr. Lucas e descubra qual é o próximo passo certo para o seu caso.

Prefere escrever? Conte seu caso na Central do Caso

Sigilo profissional · Atendimento em Sabará, Belo Horizonte e região · OAB/MG 222.539

WhatsApp agora Ligar

Dr. Lucas Renan Semim — OAB/MG 222.539

Advogado criminalista em Sabará e Belo Horizonte, Minas Gerais. Atuação em defesa criminal, execução penal, monitoração eletrônica, audiência de justificação e progressão de regime. Plantão de emergência 24 horas: (31) 98942-0094.